
Todos os arquivos de imagens que juntei em varias pastas fazendo demoradas pesquisas, foram arbitráriamente deletados por minha secretária, que acreditava com isso estar liberando um bom espaço no HD de meu computador velho, lento e antiquado.
Todos os arquivos de imagens que juntei em varias pastas fazendo demoradas pesquisas, foram arbitráriamente deletados por minha secretária, que acreditava com isso estar liberando um bom espaço no HD de meu computador velho, lento e antiquado.
Filho de imigrantes, chegou ao Brasil com pouco mais de um ano de idade.
Foi decorador de paredes. Aos 16 anos pintava frisos, florões e painéis.
Sempre valorizou o trabalho artesanal, construindo suas próprias telas, pincéis. As tintas eram feitas com pigmentos naturais, usando a técnica de têmpera.
Foi um auto didata.
Sua evolução foi natural, tendo chegado à abstração por caminhos próprios, trabalhando e dedicando-se a essa descoberta.
Nunca acreditou em inspiração.
Na década de 40, abandonou a perspectiva tradicional, simplificou e geometrizou as formas. Mais tarde, chegou à abstração.
Seus gestos ficaram mais livres, dinâmicos e expressivos. A cor, mais vibrante.
Nos anos 50, as bandeirinhas das festas juninas, de Mogi das Cruzes, integraram-se às suas fachadas.
A partir da década de 60, todos os temas são deixados de lado e as bandeirinhas passaram a ser signos, formas geométricas compondo ritmos coloridos e iluminados.
Morreu aos 92 anos, em 1988, em São Paulo.
Volpi nunca se naturalizou, mas seu coração era brasileiro.